Bom dia, boa tarde, boa noite, ou seja lá a hora que você estiver lendo isso :)

Gordofobia não é piada

Gordofobia não é piada: como acabar com o estereótipo?

Gordofobia não é piada, mas muitas pessoas gordas ainda sofrem com a ridicularização sobre seus corpos. Como acabar com o preconceito?

publicidade

publicidade

Gordofobia não é piada: como acabar com o estereótipo?

Gordofobia não é piada, mas muitas pessoas gordas ainda sofrem com a ridicularização sobre seus corpos. Como acabar com o preconceito?
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Gordofobia não é piada

publicidade

publicidade

Para além da falta de acesso, a gordofobia continua presente por meio da violência física, verbal e, muitas vezes, psicológica. No entanto, essas ações, carregadas de preconceito e limitações, também podem surgir disfarçadas como preocupação sobre o corpo alheio em um primeiro instante. Mas a verdade é que até essa observação pode gerar uma consequência negativa no outro. E o mais importante: não é piada!

Gordofobia é quando você faz ou ouve um comentário sobre peso de outra pessoa, acha engraçado que alguém que não passa em uma roleta ou não tem assento para o seu biotipo numa condução. Ou também quando você diz que alguém só “faz gordice” e até mesmo que pessoas gordas têm o rosto lindo, anulando todas as outras qualidades. Isso e todo tipo de desrespeito que os envolvem é uma atitude gordofóbica e não tem graça. Como acabar com o estereótipo?

Bia Gremion sofreu gordofobia e teve foto tirada de contexto

Entre os influenciadores, a gordofobia já aconteceu e partiu de pessoas influentes da mídia. Em julho de 2020, o humorista Leo Lins, do programa “The Noite”, do SBT, usou uma foto da modelo Bia Gremion para divulgar uma de suas apresentações e gerou revolta na internet. 

Além disso, não só Bia Gremion teve seu corpo ridicularizado. Seu namorado, Lorenzo Magnaboschi, que é um homem trans, também. “Corpo gordo não é piada! Até quando o corpo vai ser tratado como piada? Corpo gordo não é público pra você fazer o que bem entende sobre ele. Gordo existe e resiste. E se preparem pra ver cada vez mais pessoas gordas em relacionamentos, mostrando seu corpo, tendo orgulho da suas características”, desabafou na época.

Alexandra Gurgel e a origem da hashtag #GordofobiaNãoÉPiada

Em 2017, a Alexandra foi alvo de gordofobia por Danilo Gentili. Por isso, na época, ela usou seu canal no Youtube para repreender a atitude e as piadas gordofóbicas do apresentador: “Hoje em dia fazer piada com gordo, negro, gay, mulher não é mais engraçado. Você não tira mais riso disso”.

Mesmo assim, os ataques do apresentador contra ela voltaram a acontecer em 2020. Pelo Twitter, ele fez uma montagem usando sua foto para fazer outra “piada”. “O que a pessoa quer com isso? Fazer rir menosprezando alguém, botando seus milhões de seguidores para destruir minha vida, inventar fake news, ficar em cima de mim? Não aguento mais, é todo dia”, lamentou ela. 

No entanto, o episódio originou a hashtag #GordofobiaNãoÉPiada, que ficou em segundo lugar nos trending topics mundiais do Twitter por horas. Assim, a palavra “gordofobia” entrou de vez no radar e o caso levou Alexandra a dar várias entrevistas sobre o assunto.

Mudar é possível, mas é preciso querer enxergar o erro

Para ela, mudar de atitude é muito possível. No entanto, tem que estar aberto para querer mudar suas ideias e “abrir a cabeça”. “A sociedade está passando por este processo e estamos vendo muita gente refletindo sobre o que consome, quem segue nas redes sociais e onde vão gastar seu dinheiro. Precisa entender, assumir e assimilar o erro para pedir desculpas”, aconselhou em entrevista à “Marie Claire”.

De acordo com o jornalista Lucas Pasin, também é preciso estudar mais e buscar informações sobre a gordofobia. “Converse com pessoas que você gosta e que são ‘fora do padrão’. Além disso, converse com pessoas que são contra piadas sobre gordos e tentem entender as justificativas delas. Não precisa ser gordo para lutar contra a gordofobia. Preconceito machuca”, declarou.

Consumir preconceito com pessoas gordas só gera mais gordofobia

Fazer uma piada sobre um corpo gordo incentiva outras pessoas a tomarem a mesma atitude e, assim, os comentários preconceituosos não terão fim. Vale destacar ainda que, as consequências existem e, dentre elas, estão a baixa autoestima, a agressividade, dificuldades de interagir socialmente, depressão e muitas outras. 

Muitos ainda usam a internet como o ambiente “perfeito” para destilar o seu ódio em cima de pessoas que não consideram dentro do seu padrão. Entretanto, as pessoas agora estão de olho para impedir que ocorra espaço para a gordofobia, principalmente para os comentários disfarçados de “piada”.

Foto de capa: Júlia Bandeira

CURTIU? COMPARTILHE AQUI

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no tumblr
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Redação Alexandrismos

Redação Alexandrismos

Somos uma equipe de profissionais e colaboradores empenhados em transformar através da informação e da diversidade. Enquanto veículo, queremos construir uma nova forma de dialogar na internet sobre #CorpoLivre.

publicidade