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Magrofobia existe?

‘Magrofobia’: existe preconceito contra pessoas magras?

O "preconceito" contra pessoas magras não é estrutural e nem sistemático como é a gordofobia . Por isso, o termo "magrofobia" não existe.

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‘Magrofobia’: existe preconceito contra pessoas magras?

O "preconceito" contra pessoas magras não é estrutural e nem sistemático como é a gordofobia . Por isso, o termo "magrofobia" não existe.
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Magrofobia existe?

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Desde pequenos fomos incentivados a travar uma batalha diária com a balança devido à pressão estética imposta pela sociedade. Os padrões de beleza exigem metas inalcançáveis, e isso abala a autoestima de todas as mulheres. Apesar disso, o “preconceito” contra pessoas magras não é estrutural e sistemático como é a gordofobia. Por esse motivo, o termo “magrofobia” não existe. Mas a gente vai te explicar direitinho tudo isso para você entender!

Entenda por que a “magrofobia” não existe

A pressão estética é considerada uma atitude machista sobre as mulheres, mas a verdade é que homens também são vítimas desse tipo de intimidação. Porém, diferentemente de pessoas gordas, as magras dificilmente serão discriminadas e inferiorizadas pela sua forma física. Situações constrangedoras, que transformam seus corpos em culpados por algo, são comuns em sua maioria a pessoas gordas.

Olha só esses exemplos que a Alexandra Gurgel listou, em seu perfil no Instagram, que provam que o termo “magrofobia” não existe:

“Uma pessoa magra encontra roupas para comprar, mesmo que seja na sessão infantil, em alguns casos. E a pessoa magra ainda tem opção de comprar roupa maior, apertar, que vai dar nela. Ela vai passar por uma catraca, vai caber em um lugar ao sentar, enquanto a estrutura da sociedade não é pronta para a pessoa gorda. A pessoa magra nunca vai ter que pedir um extensor de cinto no avião, por exemplo”.

Existe preconceito contra pessoas magras?

Em 2017, Fátima Bernardes levantou o tema em seu programa na TV Globo e o assunto gerou grande debate na internet. Na atração, ela comentou sobre a “magrofobia” e as queixas de Miley Cyrus, Grazi Massafera, Thaila Ayala e Gisele Bündchen por ouvirem comentários negativos relacionados a seus corpos magros. 

Mesmo que não sejam vítimas de uma fobia, isso não quer dizer que pessoas magras estão isentas de enfrentarem o bullying, lidarem com a baixo autoestima ou até mesmo distúrbios alimentares por conta de “piadas” ou termos pejorativos (body shaming acontece com todo mundo, né?). Mas, quando falamos de “fobia”, entramos em uma questão totalmente social. 

“Comparando com uma outra militância, é como se você falasse que existe racismo reverso, que pessoas brancas sofrem racismo; ou heterofobia, que héteros sofrem preconceito por serem héteros. Magrofobia não existe porque uma coisa se chama pressão estética, que todas mulheres sofrem, gordas ou magras, mas quando a gente fala de fobia, falamos de uma coisa estrutural da sociedade”, reforça Alexandra.

Entenda sobre seus privilégios

Sabemos que dores doem, mas são lugares de privilégios diferentes. “É óbvio que existem insatisfações, a diferença é como você lida com isso. A sua dor, como pessoa magra, é individual, que não incapacita a sua vida, que não perde direitos por isso. Gordofobia é um problema tão grande, que ela só deixa de existir se a pessoa for magra”, completou Alexandra.

Por isso, insistir que a “magrofobia” existe nada mais é do que silenciar toda a opressão e falta de empatia que as pessoas gordas passam diariamente. Apesar dos esforços e da conscientização movida hoje em dia pelas redes sociais, as atitudes preconceituosas explícitas, infelizmente, ainda existem.

Então, bora um dia de cada vez desconstruir tudo isso? Sempre há tempo!

Foto de capa: Adobe Stock

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Redação Alexandrismos

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