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Distúrbios alimentares

Distúrbios alimentares: o que é e como tratar anorexia, bulimia e mais

Anorexia, bulimia, ortorexia... esses são alguns dos distúrbios alimentares que afetam a população. Conheça cada um deles e veja possíveis tratamentos!

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Distúrbios alimentares: o que é e como tratar anorexia, bulimia e mais

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Distúrbios alimentares

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Os distúrbios alimentares estão muito ligados à cultura da dieta e da busca por um corpo perfeito. Esse ciclo adoece principalmente, mas não exclusivamente, mulheres. Famosas como Lady Di, Demi Lovato e Taylor Swift já falaram abertamente sobre suas lutas na mídia. Isso porque o que começa como uma simples restrição pode desencadear doenças.

A anorexia, bulimia e compulsão alimentar são exemplos de padrões de comportamento com os alimentos que impedem o organismo de se nutrir como deveria. Além disso, a ortorexia e a vigorexia surgem na sociedade como distúrbios por conta da busca por uma alimentação saudável e um corpo definido.

Apesar das questões sociais, a origem desses comportamentos é considerada multifatorial. O que isso quer dizer? Significa que eles podem acontecer por fatores biológicos, genéticos, psicológicos e familiares além dos elementos socioculturais. 

Distúrbios alimentares afetam, em sua maioria, mulheres e adolescentes

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos alimentares afetam cerca de 4,7% da população brasileira. Na adolescência, os números são maiores, podendo chegar a 10%. Quanto mais tempo dura esses comportamentos, mais difícil é sua recuperação. Apesar disso, os transtornos podem regredir, desde que tratados no início e com eficiência. 

Abaixo você vai encontrar um breve panorama dos distúrbios alimentares, padrões comportamentais e possibilidades de tratamento. Atenção pois algumas descrições podem conter gatilhos emocionais e, se não se sentir confortável, não continue a leitura. 

Anorexia é um dos distúrbios alimentares mais comuns e o que o mais mata

A anorexia é o transtorno alimentar mais conhecido de todos e também o que mais mata. De acordo com a psiquiatra Roberta Catanzaro, em entrevista ao Universa, pessoas com anorexia têm 12 vezes mais chances de tentar suicídio do que as que não tem.

Nesse caso, os pacientes apresentam padrões obsessivos em relação à comida. Preocupação excessiva com o peso, distorção de imagem corporal e medo patológico de engordar são alguns fatores que contribuem para isso. Dentre as atividades comuns, estão o controle de anotar cada caloria ingerida e pesar todos os pratos, por exemplo. A obsessão pode chegar à restrição total, onde a pessoa pode ficar dias sem se alimentar.

Além disso, a anorexia pode desencadear rituais muito característicos, como o uso exclusivo de determinados utensílios. A escolha minuciosa de pratos e talheres, principalmente objetos menores que prolonguem a alimentação, aumenta a sensação de controle. Horários rígidos para comer, vício em exercícios físicos e organização visual sistemática na hora da refeição também são algumas características para se observar. A quebra de alguma dessas “regras” pode resultar em restrições punitivas e até jejum completo.

Por isso, um paciente anoréxico precisa de acompanhamento médico, psicológico (em alguns casos, psiquiátrico) e nutricional, além de apoio, paciência e cuidado dos familiares e amigos. O tratamento é prolongado, mas pode gerar bons resultados dependendo do comprometimento pessoal e dos profissionais envolvidos. 

Bulimia e a purgação como sentimento de culpa 

A bulimia tem características semelhantes à anorexia, como pensamentos obsessivos e restrições intensas. Entretanto, a indução ao vômito e/ou uso de laxantes se faz presente quando o paciente “quebra” suas regras estabelecidas e entra em um episódio de compulsão alimentar logo após um período de restrição. A purgação entra na bulimia como um antídoto ao possível ganho de peso, juntamente com exercícios físicos extenuantes e feitos de forma compensatória, sem acompanhamento.

Devido ao grande esforço ao induzir o vômito, os pacientes podem sofrer dores crônicas de garganta e de estômago, inflamação ou ruptura do esôfago, gastrite e perda dos esmaltes dos dentes. Assim como a anorexia, o tratamento para a bulimia deve contar também com acompanhamento psiquiátrico ou psicológico. Além disso, médicos e nutricionistas são fundamentais, assim como o apoio de familiares e pessoas próximas. 

Compulsão alimentar ou exagero na hora de comer: qual a diferença?

A compulsão é um distúrbio alimentar no qual ainda existem pensamentos obsessivos em relação a comida, só que com algumas diferenças. Pacientes com compulsão alimentar comem quantidades acima do considerado normal de forma descontrolada, até que provoquem em si uma dor física.

Além disso, muitos relatam que, no momento da compulsão, cria-se uma atmosfera similar ao transe. Nesse caso, perde-se a noção dos problemas e a comida vira um refúgio para lidar com emoções indesejadas. É muito comum que esses episódios ocorram devido à uma vida seguida com dietas restritivas. 

Além do acompanhamento psicológico, nutricional e médico, o tratamento pode ser reforçado ao observar os gatilhos emocionais que levam ao transtorno. Assim, ao dar atenção às situações que provocam ansiedade, por exemplo, e tratá-las, é possível diminuir a compulsão associada a elas.

Ortorexia: a moralização da comida elevada ao extremo

Ortorexia nervosa é o nome dado ao distúrbio alimentar no qual existe uma obsessão em ter uma alimentação saudável e “limpa”. Esse tipo de transtorno é recente e, assim, pouco estudado e sem muitos parâmetros válidos para diagnosticá-lo.

De acordo com matéria publicada em julho de 2019 no portal do departamento de Medicina da PUC-Rio, um método utilizado para diagnóstico é o ORTO 15, desenvolvido pelo Instituto de Ciências de Alimentos da Universidade de Roma. É um questionário com perguntas sobre alimentação, desde sua compra até o consumo, além da influência desses fatores no comportamento pessoal.

Pessoas com ortorexia desenvolvem uma aversão a todos os alimentos considerados “ruins” para a saúde, como açúcares, gorduras, carboidratos simples e outros. Também existe uma preocupação extrema com o preparo da comida. Além disso, grande parte dos pacientes defendem e adotam o crudivorismo, ou seja, só consomem o alimento em sua forma natural, crua e, geralmente, sem temperos.

As consequências da ortorexia não são apenas para a saúde física, por excluir uma grande parte dos nutrientes necessários para uma dieta balanceada. Ela afeta também a vida social, já que para o indivíduo comer em um restaurante, por exemplo, é uma tarefa quase impossível e não existe uma refeição que não seja minuciosamente pensada e preparada. 

Podem ser observadas também excesso e falta de vitaminas, anemia, hipotensão e osteoporose. Por isso, o tratamento da ortorexia também exige uma equipe multidisciplinar de médicos, psicólogos e nutricionistas capacitados.   

Vigorexia e dismorfia corporal na busca por um corpo definido

A vigorexia é um transtorno dismórfico corporal e a pessoa se vê de uma forma diferente do que realmente é. Por isso, características como depreciação do próprio corpo e exercícios físicos em excesso são observados. Pacientes vigoréxicos se veem muito mais fracos do que são, e buscam um desenvolvimento muscular a qualquer preço. 

É possível observar o uso indiscriminado de anabolizantes e suplementos aliados à uma alimentação hiperproteica, sem acompanhamento médico e nutricional, além de afastamento do convívio social. 

Assim, o papel do profissional de educação física, do preparador físico e do personal trainer é fundamental na orientação e observação dos alunos. Isso porque, em ambientes como academias, esses comportamentos obsessivos podem ser muito comuns. O tratamento segue também com a necessidade de profissionais da área médica e psicológica. 

Drunkorexia: o consumo em excesso de álcool 

Drunkorexia vem da palavra drunk, que, em inglês, significa “bêbado”. Apesar de ainda não ser considerado um termo médico, é relacionado a quem deseja “poupar” calorias e geralmente vem associado às práticas de outros distúrbios citados acima, com uso em excesso de remédios, exercícios físicos extenuantes e pouca ou nenhuma alimentação. 

O consumo de álcool em excesso prejudica a saúde e não oferece nutrientes ao corpo. Esse distúrbio pode ainda alterar o equilíbrio do organismo como um todo, do sangue ao cérebro. O tratamento aqui é como em todos os outros distúrbios, com um acréscimo de que esse tipo de transtorno causa dependência alcoólica, levando o paciente ao alcoolismo.

Busque e aceite ajuda para tratar distúrbios alimentares

Em resumo, todos os distúrbios alimentares necessitam de acompanhamento profissional. E mais: total atenção e respeito ao paciente, entender o que desencadeia os episódios, paciência e seriedade no tratamento. Se você estiver passando por isso, não fique em silêncio e procure pessoas de confiança que possam estar ao seu lado. Não tenha vergonha de se abrir quando o assunto é a sua saúde física e mental. Você não está sozinha!

Foto de capa: Unsplash

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Redação Alexandrismos

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