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Vício em videogame: saiba porque a OMS incluiu o comportamento na lista de doenças

Vício em videogame passa a ser tratado como transtorno de saúde mental

Você sabia que jogar videogame em excesso pode ser considerado um transtorno de saúde mental? Entenda e saiba como tratar!

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Vício em videogame passa a ser tratado como transtorno de saúde mental

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Vício em videogame: saiba porque a OMS incluiu o comportamento na lista de doenças

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Os videogames podem ser muito envolventes e divertidos. Mas será que algumas pessoas podem se tornar viciadas em jogos? De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é provável que sim. Por isso, o vício em videogame passou a ser tratado como transtorno de saúde mental desde 2018.

No entanto, esse ano, a OMS incluiu o comportamento obsessivo associado aos jogos na Classificação Internacional de Doenças. Assim, ele poderá ser diagnosticado e tratado com profissionais da saúde mental.

Vale lembrar que estar em contato com a tecnologia e jogar ocasionalmente não é o suficiente para ser considerado um transtorno. O distúrbio aparece quando o jogo passa a interferir na vida pessoal, social e profissional da pessoa, sem levar em conta as consequências negativas.

OMS reconhece o vício em videogame como condição de saúde mental

Em 2018, a Organização Mundial de Saúde reconheceu oficialmente o “transtorno do jogo” como uma condição de saúde mental. De acordo com a CBS News, a agência acrescentou o vício em videogame à Classificação Internacional de Doenças, o manual de diagnóstico oficial da organização. No entanto, apenas em 1º de janeiro de 2022, a ação em entrou em vigor.

Para a OMS, o comportamento, conhecido como “gaming disorder” é um “padrão de comportamento de jogo persistente ou recorrente”. Assim, as pessoas perdem o controle de suas ações e dão prioridade ao jogo sobre outros interesses e atividades.

Para realizar o diagnóstico, é necessário que a pessoa seja observada por um ano. Isso porque gostar e consumir jogos, mesmo que por bastante tempo, não é considerado um transtorno. Para ser configurado como tal, as consequências no indivíduo devem ser severas e resultar em deficiências em suas relações familiares, sociais, profissionais ou outras áreas.

Jogos eletrônicos tem benefícios? Pesquisadores apontam que sim

O assunto se tornou objeto de pesquisa e de muita discussão entre especialistas. Além disso, dividiu opiniões entre a comunidade médica, científica e de jogos. É que alguns pesquisadores vêm desenvolvendo estudos através dos benefícios dos jogos eletrônicos nas áreas cognitivas, motivacionais, emocionais e sociais dos seres humanos.

Segundo um estudo da American Journal of Play, feito em 2014, existem pontos positivos nos jogos. São eles: sensibilidade de contraste visual aprimorada, melhor atenção espacial, impulsividade reduzida e superação da dislexia. Além disso, doze horas de jogos eletrônicos podem melhorar casos em crianças que realizaram testes de leitura e escrita após os estudos com videogames. É possível também melhorar habilidades profissionais, como foco, atenção e na hora de tomar decisões.

Especialistas em saúde mental apoiam medida contra vício em videogame

A indústria de videogames também se opôs à classificação. Em comunicado, a Entertainment Software Association e outras empresas do ramo pediram à OMS para reverter sua decisão. Além disso, disseram que a “desordem do jogo” não tem evidências suficientemente robustas para justificar a inclusão.

Entretanto, alguns especialistas em saúde mental apoiam a classificação. No Twitter, o Dr. John Jiao, médico de emergências médicas, disse que o diagnóstico era necessário. “Do contrário, as pessoas com um vício real e legítimo em videogames muitas vezes podem ter problemas com o seguro para pagar por sua terapia, especialmente se não se enquadrarem em nenhum outro diagnóstico”, escreveu.

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Redação Alexandrismos

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