Bom dia, boa tarde, boa noite, ou seja lá a hora que você estiver lendo isso :)

Olimpíadas de Tóquio: 5 lições importantes

Olimpíadas: 5 lições importantes que tivemos em Tóquio

Muito além do esporte, as Olimpíadas levantaram debates importantes sobre saúde mental, racismo, gordofobia e sexismo. Confira!

publicidade

publicidade

Olimpíadas: 5 lições importantes que tivemos em Tóquio

Muito além do esporte, as Olimpíadas levantaram debates importantes sobre saúde mental, racismo, gordofobia e sexismo. Confira!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Olimpíadas de Tóquio: 5 lições importantes

publicidade

publicidade

Um olhar mais atento pelas Olimpíadas de Tóquio pode trazer grandes lições para a nossa vida. Desde que a competição começou, os atletas, dentro e fora dos jogos, levantaram questões que precisam ser debatidas pela sociedade, algumas até com uma certa urgência, como saúde mental, sexismo e racismo.

Confira 5 lições que vieram à tona durante as competições!

1) Nossa saúde mental tem que ser priorizada

Uma lição que tivemos durante os jogos olímpicos foi olhar com mais carinho para a nossa saúde mental. A ginasta americana Simone Biles não participou da final por equipes e nem da final individual geral depois que alegou problemas com seu psicológico.  

Reconhecer que está passando por um momento de fragilidade, em uma competição de muita pressão, é um ato de bravura de Simone Biles, principalmente por vivermos em uma era com julgamentos para todos os lados. 

“Assim que eu piso no tablado, sou só eu e a minha cabeça, lidando com demônios. Tenho que fazer o que é certo para mim e me concentrar na minha saúde mental e não prejudicar minha saúde e meu bem-estar. Há vida além da ginástica”, disse a ginasta. 

Conforme a avaliação médica emitida por comunicado oficial, a ginasta continuará sendo avaliada diariamente com todo o seu apoio: “Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e a aplaudimos em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, porque ela é um exemplo para tantos”.

2) Gordofobia vira debate nas Olimpíadas

Gordofobia é um assunto sério e está longe de ser uma piada. No entanto, pelas Olimpíadas, a goleira da seleção brasileira de futebol feminino, Bárbara Barbosa, sofreu críticas quanto a sua forma física. Os comentários foram feitos por um jornalista holandês, na partida entre Brasil e Holanda. “Essa goleira está acima do peso, não?”, disse, completando com um insulto gordofóbico: “É uma porca com um suéter. É uma zombaria total para a seleção brasileira. Ela realmente não defendeu uma bola decente”.

Essa não foi a primeira vez que uma mulher foi vítima de gordofobia no esporte. Anteriormente, no vôlei feminino de praia, internautas também questionaram o peso de Rebeca e comentaram que ela poderia prejudicar a equipe brasileira. No entanto, ela e sua dupla, Ana Patrícia, venceram o Quênia.

3) Sexismo nas Olimpíadas tem que acabar

Com todos esses debates, uma polêmica de fora foi assunto nas Olimpíadas. Isso porque a seleção norueguesa de handebol de praia recebeu uma multa pela recusa de usar biquíni como uniforme pelo campeonato europeu. 

A atitude do time trouxe à tona um debate que já é antigo. O sexismo se reflete no controle dos uniformes das atletas e valorizam mais as roupas do que o desempenho. Na modalidade não-olímpica, os homens vestem camisetas folgadas e bermudas, enquanto mulheres usam biquínis cavados. 

“Isso é sexismo na sua forma mais cristalina. Infelizmente, o sexismo no esporte é ainda muito recorrente e é um dos fatores que explica porque tantas atletas brilhantes abandonam suas modalidades”, opinou a escritora e criadora de conteúdo digital e ex-advogada Tova Leigh.

4) Debater sobre o racismo é necessário

O racismo voltou a ser tema das Olimpíadas. No Twitter, internautas recordaram o caso envolvendo os atletas brasileiros Arthur Nory e Ângelo Assumpção.

Em 2015, Nory foi acusado de crime racial depois de aparecer falando frases de cunho racistas contra o colega de equipe em vídeo. Mas o caso ressurgiu nas Olimpíadas e Arthur foi eliminado no primeiro dia de competição de ginástica. O atleta atribuiu a sua derrota às mensagens negativas e rejeição que recebeu.

No entanto, enquanto Nory continuou competindo com uniforme da seleção brasileira, Assumpção foi demitido em 2019.  O triste caso dentro do esporte reforça que racismo é crime! Ofender alguém com base em sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência pode gerar reclusão de um a três anos e multa.

5) Vacina salva vidas

Quem deu um grande exemplo nas Olímpiadas foi Rayssa Leal, a Fadinha do skate. A adolescente, de 13 anos, não só encantou os brasileiros por trazer a medalha de prata ao país, mas também por sua leveza ao competir em alto nível.

Além disso, Rayssa não deixou de demonstrar todo o seu cuidado com o atual cenário, em meio a pandemia. Pouco depois de conquistar a prata, ela pediu aos fãs que não a esperasse no aeroporto para evitar aglomerações. Por fim, incentivou internautas a se vacinarem, usarem máscaras e se atentarem a higienização com álcool gel. 

Essa atitude de Rayssa só demonstra uma consciência superior e maturidade, não é mesmo?

Foto de capa: USA Gymnastic

CURTIU? COMPARTILHE AQUI

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no tumblr
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Redação Alexandrismos

Redação Alexandrismos

Somos uma equipe de profissionais e colaboradores empenhados em transformar através da informação e da diversidade. Enquanto veículo, queremos construir uma nova forma de dialogar na internet sobre #CorpoLivre.

publicidade