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O que é pressão estética?

O que é pressão estética? Saiba como identificar os padrões impostos

Dados mostram que 96% das mulheres não estão satisfeitas com o próprio corpo e a pressão estética é a grande responsável por esse resultado. Saiba o que é e como lidar!

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O que é pressão estética? Saiba como identificar os padrões impostos

Dados mostram que 96% das mulheres não estão satisfeitas com o próprio corpo e a pressão estética é a grande responsável por esse resultado. Saiba o que é e como lidar!
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O que é pressão estética?

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Os padrões de beleza não foram criados para serem alcançados e talvez essa seja uma daquelas verdades difíceis de engolir. Por isso, quando você está prestes a atingir a meta, eles não só vão lá e dobram a meta, como podem mudá-la e você fica sem saber o que fazer. O objetivo nesse desafio sem fim não é a vitória, mas sim uma constante insatisfação consigo mesma. É assim que a pressão estética funciona e se sustenta: ditando as regras e te afastando cada vez mais de você mesma. 

A pressão estética não é uma exclusividade das mulheres e também atinge os homens, mas de forma muito mais branda. Já que vivemos em uma sociedade patriarcal e machista, as mulheres são os alvos da opressão e isso reflete nos números de insatisfeitas com o corpo.

Uma pesquisa levantada pela Dove em 2011 apontou um número alarmante: 96% das mulheres do mundo estão insatisfeitas com os seus corpos.  Outro estudo nacional feito no mesmo ano indica que nove em cada dez não gostam do que enxergam no espelho

Isso tudo reflete no número de procedimentos cirúrgicos. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o Brasil foi o país que mais fez cirurgias plásticas no mundo em 2018. Foram mais de um milhão, tendo silicone e a lipoaspiração como as intervenções mais procuradas. Também foram realizados 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos. 

Existe um padrão único de beleza?

Embora mais de 54% da população seja negra, conforme dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o padrão de beleza no Brasil é o europeu. Ou seja: uma pessoa magra, loira e branca. Não à toa esse estereótipo é quase um título inquestionável de representação do belo.

Além disso, a imagem é reforçada pela televisão. Um levantamento feito pelo UOL apontou que, em 2018, só 7,98% dos atores em novelas da Globo, Record e SBT eram negros. A maioria com personagens secundários. Também não se vê pessoas gordas em outro núcleo, que não seja o cômico, na dramaturgia. Transgêneros e PCDs então? Parecem nem existir nas telinhas. 

Agora imagina o impacto de um padrão europeu em um país com maioria não-branca? E mesmo as mulheres que possuem todas as características do que é considerado belo sofrem com a pressão estética, porque há sempre algo a ser feito. 

Depilação a laser. Ora sobrancelha fina, ora micropigmentação para consertar os fios, porque “a moda agora é grossa”. Coloca silicone, tira a prótese. Lipoaspiração, lipo lad, criolipólise, harmonização facial, bichectomia, lentes dentárias… Assim, todo dia o capitalismo cria um novo motivo para você se sentir imperfeita e um tratamento para você alcançar (a ilusória) perfeição. 

Pressão estética x Gordofobia: qual a diferença?

Todas as pessoas sofrem com a pressão estética e a cobrança para atingir o padrão de beleza, mas a gordofobia é um preconceito praticado contra pessoas gordas e alcança níveis de crueldade ainda maiores.

Quando alguém comenta que você engordou ou te cobra para emagrecer e você é magra isso é pressão estética. Por outro lado, a gordofobia é não ter acessos em vários setores da vida, não encontrar roupa do tamanho em lojas populares, ir ao médico com a unha quebrada e sair com prescrição para emagrecer, a catraca do ônibus não ser adaptada ao seu tamanho, entre outras formas de violências e desumanização. 

Veja alguns exemplos de pressão estética 

A pressão estética anda lado a lado com os transtornos alimentares e imagem. Para alcançar o “corpo ideal”, algumas pessoas abdicam de comer, fazem uso de remédios, dietas restritivas, entre outros métodos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,7% dos brasileiros sofre de distúrbios alimentares. Entretanto, na adolescência, esse índice chega a 10%. 

Bruna Marquezine sempre circula nos rankings de mulheres mais bonitas do Brasil e está nas capas das revistas de beleza mais importantes do país. Magra, alta, branca, padrão e também vítima da pressão estética. A atriz, que começou ainda criança na TV, já contou ter sofrido transtorno alimentar por conta da pressão estética. “Toda mulher se sente pressionada pela sociedade para estar no padrão. Eu sofria muito com isso. Sempre me cobrei muito. Enfim, foi um momento difícil e muito delicado”, disse. 

Em 2018, Bruna foi a um bloco de carnaval com um sutiã de pedrarias, deixando boa parte do corpo à mostra, e ela foi duramente criticada. Veja bem, ela, que é considerada padrão e deve ser referência de várias outras mulheres em cirurgiões, recebeu diversos comentários sobre o formato dos seios naturais e sugestões para que colocasse silicone. 

Lembra-se da meta que é sempre duplicada, triplicada, quadriplicada… ou reinventada? Quando você está prestes a atingir ou alcançar o padrão de beleza sabe o que ele faz? A resposta pode vir em um meme muito difundido nas redes sociais: “É uma cilada, Bino”. 

Dicas para se livrar dos padrões e da pressão estética 

No período renascentista, as formas avantajadas e com curvas (bem corpo livre) eram o padrão de beleza a ser alcançado. Na história recente, nos últimos 20 anos, o corpo magro de modelos de passarela virou objeto de desejo. Já nos últimos 10, ascendeu o corpo com curvas esculpidas por meio de cirurgias com as Kardashians e, nos últimos dois, a harmonização facial é “o que você deve fazer”. Qual será o próximo padrão? 

Não existe nada mais revolucionário do que o amor-próprio para livrar-se dos padrões. Entenda que a beleza não é conceito absoluto, nem permanente. Parece clichê, mas não há ninguém no mundo igual a você e deve partir de você enxergar beleza na sua individualidade. Quer começar a mudança agora mesmo? Segue aqui!

  • Invista na sua autoestima;
  • Busque autoconhecimento e saiba quem você é;
  • Priorize sua saúde e fuja de dietas milagrosas; 
  • Movimente seu corpo, faça exercícios porque você se ama e não se odeia; 
  • Lembre-se sempre que a perfeição não existe.

Aos poucos você vai quebrando padrões e descobrindo que é possível viver livremente com seu corpo! 

Foto de capa: Pexels

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Redação Alexandrismos

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