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Músicas com incitação ao estupro e machismo geram debates nas redes sociais

Músicas levantam debates sobre cultura do estupro e machismo

Não é a primeira vez que uma letra de música gera discussão sobre machismo e cultura do estupro nas redes sociais. Veja alguns casos recentes e entenda a questão!

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Músicas levantam debates sobre cultura do estupro e machismo

Não é a primeira vez que uma letra de música gera discussão sobre machismo e cultura do estupro nas redes sociais. Veja alguns casos recentes e entenda a questão!
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Músicas com incitação ao estupro e machismo geram debates nas redes sociais

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A música “Dar uma namorada”, da dupla Israel e Rodolffo, foi lançada na última semana, no dia 19 de novembro, e gerou debates acalorados nas redes sociais. Isso porque a letra apresenta trechos como “Toma cuidado com o que você anda falando na hora H”, “Não vai ter pra onde correr” e “Me atiçou, vai ter que dar uma namorada”, que trouxe à tona a discussão sobre machismo e cultura do estupro.

No entanto, essa não é a primeira vez que letras de músicas trazem questões sociais sérias que precisam ser tratadas como tal. Vídeos nas redes sociais, com montagens e músicas que fazem apologias a crimes, estão viralizando entre menores de idade. Saiba mais!

A cada 8 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil

A psicanalista e doutora em Psicologia Manuela Xavier levantou a problemática sobre a nova música da dupla sertaneja, “Dar uma namorada”, nas redes sociais. Em seu post, ela denunciou os cantores de fazerem apologia à prática sexual sem consentimento, destacando alguns trechos da canção e comparando com dados brasileiros.

“Hoje, a gente tem dados alarmantes sobre estupro. Estima-se que a cada oito minutos uma mulher é estuprada no Brasil e a gente imagina que somente 35% dos casos são notificados. O estupro é um crime que não deixa nenhum de nós seguras”, começou a feminista.

70% dos estupros são cometidos por parentes ou conhecidos da vítima

Outro dado alarmante, apresentado por Manuela, é que mais de 70% dos estupros são cometidos por parentes, como pais e padrastos, além de namorados, amigos ou conhecidos da vítima, de acordo com o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Por isso, a psicanalista reforçou em sua publicação: “Qualquer semelhança com ‘qual é a roupa que ela usava?’, ‘mas ela estava pedindo’ e ‘ela estava fazendo doce’ não é mera coincidência. A realidade do estupro no Brasil não é o que acontece numa rua escura, feita por um homem mascarado, munido”.

Em seguida, a postagem faz um apelo para que as pessoas levem mais a sério uma cultura que silencia e mata tantas mulheres. “Você, que talvez já tenha sido estuprada, vivido uma violência sexual e que acha que a culpa é sua porque não soube dizer não, saiba que diante de uma relação de duas pessoas ‘não é não’”, acrescentou.

“Uma dupla sertaneja, de grande alcance, e faz música clara apologia ao estupro está claramente dizendo que a vida das mulheres não importam”, complementou.

Felipe Neto alerta para músicas virais com apologia a crime no Tiktok

E não foi apenas a música de Israel e Rodolffo que trouxe reflexões nas redes sociais nesta semana. No Twitter, o youtuber Felipe Neto alertou sobre as músicas que estão viralizando pelo Tiktok e sendo compartilhadas entre menores de idade, como a canção “Perigo? Eu Rio na cara do perigo”. Ele disse que está circulando entre a geração do aplicativo uma mixagem que juntou a fala do filme “Rei Leão” a um funk sobre ter relações sexuais com um criminoso.

“Perigo? Eu rio na cara do perigo. Vai correr perigo, vai f*der com b*ndido. Então vai descendo, rebol*ndo, sent*ndo, vai e vai”. Felipe Neto tuitou: “Vários menores de idade gravando e tudo muito normalizado. Eu que sou o insuportável por falar sobre isso, tá? Está tudo certinho pelo visto”.

A cultura do estupro precisa ser combatida em todos os lugares

A polêmica com a música sertaneja, assim como em outros gêneros musicais, mostra que a cultura do estupro pode se manifestar em qualquer lugar. Após a postagem de Manuela Xavier, o cantor Rodolffo se manifestou alegando que se trata de uma música alegre e que a psicanalista estava exagerando.

“Olha, primeiramente eu acho que você está exagerando nas observações, pois a gente faz música pra homem e pra mulher. Uma mulher pode cantar para um homem essa letra, ela é unissex. É uma música alegre, descontraída, para as pessoas se divertirem cantando. Sou totalmente a favor de sua causa, estou com você. Agora, vir criticar meu trabalho induzindo as pessoas a pensarem que é uma música machista, não. Foi feita para mulher cantar também”, escreveu na publicação.

Porém, não é sobre entretenimento. É preciso que os artistas tenham a consciência do mundo que vivemos hoje, pensando no impacto que um discurso de ódio, incitação ao estupro e letras machistas podem afetar na sociedade.

Costumes e comportamentos machistas precisam ser quebrados para que, enfim, não sejam mais reproduzidos. É uma questão de responsabilidade com as mulheres existirem ações efetivas para mudar esse quadro.

Foto de capa: Divulgação / Unsplash

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Redação Alexandrismos

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