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Mulheres negras na literatura

Mulheres negras na literatura: 6 autoras que você precisa conhecer e ler

A literatura ainda é um espaço majoritariamente branco e masculino. Por isso, confira uma lista com autoras negras para conhecer e ler!

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Mulheres negras na literatura: 6 autoras que você precisa conhecer e ler

A literatura ainda é um espaço majoritariamente branco e masculino. Por isso, confira uma lista com autoras negras para conhecer e ler!
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Mulheres negras na literatura

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Você tem o hábito de ler? Se sim, quantas autoras mulheres e negras você já teve a oportunidade de conhecer? Não tem problema se não souber responder, se conhece poucas ou se de fato não leu nenhuma mulher negra na literatura. O problema é que, assim como em muitos setores da sociedade, a literatura também se tornou um espaço majoritariamente branco, masculino e eurocêntrico ao longo dos anos.

No entanto, mulheres negras, de diferentes regiões e estilos, conseguiram se firmar como grandes autoras e abriram caminhos para que mais mulheres também pudessem conquistar o seu lugar na escrita. Confira 6 autoras negras para incluir nas suas referências literárias.

1) bell hooks é referência entre as mulheres negras na literatura

Apesar do nome ser escrito em letras minúsculas, ela é gigante. Isso porque bell hooks, pseudônimo de Gloria Jean Watkins, é referência em assuntos de raça, gênero, feminismo, arte e representatividade. 

Com uma escrita contundente e única, a premiada escritora se inspira em grandes personalidades do movimento negro, como Martin Luther King e Malcom X. Vale ressaltar que o pedagogo brasileiro Paulo Freire também está entre sua referências. Por isso, aprenda com “Olhares negros: Raça e representação”, “E eu não sou uma mulher?” e “Tudo sobre o amor”.

2) Chimamanda Ngozi Adichie ganhou destaque com suas palestras no TED Talks

Se você nunca leu nada desta autora nigeriana, dê o play na música “Flawless”, da Beyoncé. Nela, estão alguns trechos de uma de suas palestras mais famosas no TED Talks. No entanto, para quem quer se aprofundar mais nos livros da escritora, vale destacar “Hibisco Roxo”, “Para Educar Crianças Feministas” e o mais recente “Notas Sobre o Luto”. 

Conhecida por escrever ficção, suas histórias também trazem muito da realidade, inclusive sua própria história de vida. Não é coincidência, por exemplo, que seu livro “Americanah” retrata a trajetória de uma jovem nigeriana que vai estudar nos Estados Unidos e sente o choque cultural tanto na ida quanto na volta ao país de origem. Aos 19 anos, a autora também deixou a Nigéria para estudar comunicação e sociologia em solo americano. Leitura imperdível. 

3) Djamila Ribeiro traz reflexões sobre feminismo e ativismo negro

Quer entender sobre o feminismo e o ativismo negro no Brasil? Então os livros de Djamila Ribeiro precisam estar na sua cabeceira. Uma dia é começar pelo “Pequeno Manual Antirracista”, uma importante obra para compreender que a luta contra o racismo é de todo mundo. Mas também dê uma chance para “Lugar de Fala” e “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?”. 

A filósofa e escritora também é muito ativa nas redes sociais. Isso ajuda a ampliar a discussão e trazer reflexões além do âmbito acadêmico, dando mais visibilidade às mulheres negras. Sua popularidade e militância também já levaram Djamila a contribuir em revistas, jornais e programas de televisão. 

4) Carolina Maria de Jesus é uma das primeiras mulheres negras na literatura

Uma das primeiras escritoras negras do Brasil e referência na literatura nacional. Só com essas características já dá para compreender a importância de Carolina Maria de Jesus. Mas não espere desta autora negra, que também foi empregada doméstica e catadora de papel na infância, uma escrita suave. 

Seu livro mais famoso, “Quarto de Despejo”, era inicialmente um compilado de anotações que a autora fazia de sua realidade na favela. Mas o diário se transformou em um best-seller, publicado em 1960 e traduzido em mais de 16 idiomas. 

5) Octavia E. Butler: mulher negra e pioneira em livros de ficção científica

A ficção científica ganhou novos contornos com as histórias de Octavia E. Butler. A autora afro-americana decidiu que queria viver da escrita ainda aos 12 anos de idade, mas foi só nos anos 1980 que seus livros ganharam destaque e a levou ao Hall Internacional da Fama de Escritores Negros nos anos 2000. 

Seu trabalho chama a atenção por ser pioneira em um gênero que poucas mulheres têm a possibilidade de explorar. Além disso, com traços fortes de afrofuturismo e ancestralidade, Octavia desconstruiu e trouxe visões únicas sobre escravidão, religião, racismo e outros temas sensíveis. Fica a dica: “Kindred: laços de sangue” é para mergulhos profundos. 

6) Conceição Evaristo tem uma escrita única e não-linear

A mineira que veio para o Rio de Janeiro na década de 70 começou na literatura com contos e poemas. Mas também ganhou força com suas obras ficcionais e ensaísticas. Quem já teve oportunidade de ler Conceição Evaristo sabe qie uma de suas características mais marcantes é a não-linearidade. Assim, suas narrativas fazem uma mistura de passado e presente, que prende o leitor do começo ao fim. 

Isso é bem evidente no segundo romance da autora, “Becos da memória”. Na obra, ela retrata o drama de uma comunidade em processo de remoção, de um jeito tão envolvente que você pode jurar que conhece cada morador. Assim como Carolina Maria de Jesus, seus livros ganharam projeções internacionais, traduzidos em diferentes países. 

Existem outras mulheres negras tão importantes e que se destacam na literatura, mas essa lista é um pequeno começo para quem quer ampliar o repertório e descolonizar o olhar por meio de diferentes perspectivas. Boa leitura!

Foto de capa: Reprodução Instagram / @chimamanda_adichie

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Redação Alexandrismos

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