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Lady Gaga reviveu emoções de seus traumas para filme “House of Gucci”

Lady Gaga reviveu emoções de traumas passados em “House of Gucci”

Lady Gaga, vítima de violência sexual aos 19 anos, explorou gatilhos emocionais do passado para estrelar filme "House Of Gucci". Saiba como foi o processo!

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Lady Gaga, vítima de violência sexual aos 19 anos, explorou gatilhos emocionais do passado para estrelar filme "House Of Gucci". Saiba como foi o processo!
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Lady Gaga reviveu emoções de seus traumas para filme “House of Gucci”

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Lady Gaga descarregou todas as emoções de traumas passados ao rodar o filme “House of Gucci”. Baseado no livro de Sara Gay Forden, o longa conta a história de amor, mas também de traição e assassinato dentro da famosa família da moda italiana.

Primeiramente, Lady Gaga dá vida à Patrizia Reggiani. A socialite italiana foi condenada a 29 anos de prisão por ter contratado um assassino para matar seu ex-marido, Maurizio Gucci, que também era chefe da gravadora e neto do fundador da Gucci. “Usei todas essas memórias, todos esses traumas, todos esses momentos da minha vida”, disse a artista ao “BBC News”.

Lady Gaga ficou grávida depois de um estupro aos 19 anos

Segundo Lady Gaga, o crime de Patrizia Reggiani teria sido o ato de uma mulher “empurrada para o precipício”. Questionada sobre como suas próprias experiências pessoais ajudaram a construir sua personagem, ela contou: “Eu diria que é o veneno de experimentar o mundo de um homem o tempo todo como uma mulher na indústria da música”.

Em depoimento na série documental “The Me You Can’t See”, lançada em maio deste ano, a cantora revelou ter sido vítima de violência sexual por um produtor no início da carreira.  Estuprada aos 19 anos, ela engravidou de seu agressor e lida com as consequências até hoje.

“Tive um surto psicótico total e, por alguns anos, não fui a mesma garota. A maneira como me sinto quando sinto dor é como me senti depois de ser estuprada. Já fiz muitas ressonâncias magnéticas e exames que não encontraram nada. Mas seu corpo se lembra”, lamentou, ao trazer a revelação.

“Foi muito doloroso”, admite Lady Gaga sobre o passado

Foram através dessas memórias desengavetadas que Lady Gaga colocou pra fora suas emoções mais dolorosas. Acima de tudo, o fato de ter sido controlada por homens durante crescimento como artista:

“Me senti infinitamente controlada pelos homens enquanto continuava minha carreira e tentava encontrar minha própria voz, estar em meu próprio empoderamento. Peguei todos os pontos-gatilho que pude encontrar e me permiti experimentar – até poderia chorar falando sobre isso – o modo de sobrevivência o tempo todo. Então foi muito doloroso no set porque eu estava trabalhando constantemente usando a memória dos sentidos”.

Nesse meio tempo, Lady Gaga desenvolveu distúrbio de ansiedade e outros traumas físicos e mentais. “Tenho sido muito aberta sobre ter transtorno de estresse pós-traumático e tenho PTSD complexo. Portanto, esse não é um único incidente de PTSD, são vários incidentes. Usei todos eles em momentos diferentes em momentos diferentes do roteiro”, declarou.

Diretor avaliou saúde mental de Lady Gaga antes de gravar “House of Gucci”

Preocupado em primeiro lugar com a saúde mental de Lady Gaga, o diretor Ridley Scott checou regularmente se a cantora estava apta para dar continuidade no projeto. “Reviver o seu trauma para um personagem talvez não seja a coisa mais saudável”, admitiu ela.

“Mas eu sou uma romântica. Tenho um romance com o roteiro, um romance com meu personagem, um romance com o elenco. Foi, eu acho, de uma forma terapêutica, do jeito que … o que ele chamou foi um exorcismo. Eu revivi tudo isso para interpretá-la, para que tivesse importância”, completou Gaga.

Movimento Me Too expôs abusos na indústria cinematográfica

Ao falar pela primeira vez sobre a violência sofrida ao documentário “The Me You Can’t See”, Lady Gaga exaltou o movimento Me Too. Nele, celebridades e funcionárias do universo cinematográfico denunciaram os abusos e assédios pelos bastidores.

De acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Produção de Obras do Audiovisual (Apro), em 2017, com 1,4 mil profissionais do audiovisual revelou que 90% das mulheres e 76% dos homens disseram já terem sido vítimas de assédio sexual ou moral. Através do movimento Me Too, essa problemática ficou mundialmente conhecida e a internet foi fator importante para ajudar a amplificar vozes que fizeram essas denúncias.

Segundo dados de 2000 a 2018, levantados pelo Relatório Global da OMS, 01 em cada 03 mulheres no mundo sofre violência física ou sexual, principalmente por um alguém dentro de sua própria casa. Essa violência, em sua maioria, acontece com as mais jovens dentro de um relacionamento (ONU Mulheres, 2020).

Foto de capa: Reprodução Instagram / @ladygaga

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Redação Alexandrismos

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