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Gordofobia na ciência interfere em estudos sobre obesidade

Gordofobia na ciência: preconceito interfere em estudos sobre obesidade

A gordofobia está presente em diferentes lugares, até mesmo na ciência. O preconceito interfere em atuais estudos sobre a obesidade, que já comprovaram que peso do corpo não está diretamente ligado a uma vida saudável.

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Gordofobia na ciência: preconceito interfere em estudos sobre obesidade

A gordofobia está presente em diferentes lugares, até mesmo na ciência. O preconceito interfere em atuais estudos sobre a obesidade, que já comprovaram que peso do corpo não está diretamente ligado a uma vida saudável.
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Gordofobia na ciência interfere em estudos sobre obesidade

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O preconceito contra pessoas gordas está em todo lugar. Desde comentários sobre o corpo e o peso do outro até a falta de acessibilidade em lugares públicos, incluindo transportes e hospitais. No entanto, a gordofobia está presente até mesmo na área da ciência. Isso porque dados e pesquisas sobre obesidade são questionados entre médicos e nutricionistas, que ainda relacionam tamanho de corpo com vida saudável. Saiba mais!

Obesidade era considerada “epidemia” e a causa de mortes nos anos 90

Em meados dos anos 90, o ex-cirurgião americano C. Everett Koop divulgou uma pesquisa sobre obesidade, declarando que ela era a segunda maior causa de morte nos Estados Unidos. Assim, lançou uma campanha nacional para a perda de peso em entrevista coletiva na Casa Branca e gerou grande comoção ao longo dos anos. 

Na época, a pesquisa indicava que cerca de 300.000 pessoas morriam anualmente e especialistas de saúde usavam o termo “epidemia da obesidade” para justificar os números altíssimos. Além disso, apesar de provocar riscos à saúde, remédios para emagrecer ganharam força e aprovação em órgãos especializados. 

Especialista desafiou estatísticas sobre obesidade e expôs a gordofobia na ciência

A ideia de que a obesidade era uma das principais causas de morte entre os americanos e com previsões cada vez mais altas intrigou a epistemologista Katherine Flegal. Em 2005, ela liderou um estudo sobre a relação entre tamanho do corpo e mortalidade. E os resultados foram bem diferentes do que os anteriores. 

De acordo com a nova pesquisa, as mortes por obesidade eram pouco mais de 100.000 por ano. Além disso, pessoas consideradas obesas tinham uma expectativa de vida mais longa do que aquelas consideradas no peso “normal”. 

No entanto, o que deveria ser motivo de comemoração virou uma enxurrada de preconceito. Isso porque as pessoas e a própria comunidade científica questionaram a eficácia desse estudo, com base na crença de que ser magro é ser saudável, enquanto ser gordo não é. 

Revistas e manuais de saúde ainda usam dados antigos sobre obesidade

De acordo com a Scientific American, uma das revistas mais respeitadas no ramo, até hoje publicações médicas, veículos de saúde e projetos de lei de Congresso usam aqueles dados antigos sobre 300.000 mortes ao invés dos estudos atualizados com números menores. 

Por isso, a gordofobia é um problema a ser combatido de forma urgente. Se até mesmo especialistas da saúde e da nutrição, com pesquisas atualizadas de que o peso do corpo não determina se alguém é saudável ou não, estão ancorados em mitos e preconceitos, imagina entre as pessoas que não têm acesso a tais informações?

Foto de capa: Pexels

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Redação Alexandrismos

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