Bom dia, boa tarde, boa noite, ou seja lá a hora que você estiver lendo isso :)

Food shaming: o que é e quais são os riscos?

Food shaming: quais são os riscos da fiscalização da comida alheia?

Comentar e julgar sobre a comida do outro pode desencadear transtorno alimentar, entre outros riscos. Mas o que é food shaming? Confira!

publicidade

publicidade

Food shaming: quais são os riscos da fiscalização da comida alheia?

Comentar e julgar sobre a comida do outro pode desencadear transtorno alimentar, entre outros riscos. Mas o que é food shaming? Confira!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Food shaming: o que é e quais são os riscos?

publicidade

publicidade

Mesmo que você não saiba o que significa o termo em inglês, é possível que você já tenha sofrido ou mesmo praticado food shaming. Mas afinal, o que isso significa? Em uma tradução livre, é criticar ou julgar alguém por suas escolhas alimentares, com base em conceitos próprios de comida “boa” e “ruim”. 

No entanto, o que define o que se pode ou não comer? Existe comida “ruim”? Quais são os riscos de virar fiscal do prato alheio? Saiba mais sobre o food shaming e o que você precisa para comer sem culpa!

O que é food shaming e por que as pessoas se preocupam com isso?

O food shaming, ou julgar a comida de alguém, está extremamente ligado à cultura da dieta. É ela que divide a comida em categorias, dizendo o que você pode ou não pode comer para ter um corpo aparentemente saudável – ou seja, magro. Além disso, a busca pelo corpo perfeito tira o real prazer em comer e transforma as refeições em uma mera contagem de calorias e uma preocupação constante com o peso. 

Porém, o food shaming também pode se manifestar de outras maneiras. Pratos típicos de outras regiões, com sabores, texturas e cheiros diferentes do que as pessoas estão acostumadas, também podem ser alvos de comentários preconceituosos e de julgamentos, o que se caracteriza como food shaming. 

O ato de comer está além do que se coloca no prato

A grande questão é que o ato de comer está muito além da comida em si. Muitas das nossas escolhas alimentares têm a ver com nossas memórias afetivas, com o contexto e também com nossas emoções, como explica a nutricionista e nossa colunista Marcela Kotait. “Desde o contexto, até características físicas, a rotina, questões familiares, psicológicas e emocionais. A mesma comida pode ser comida de várias maneiras”. 

É por isso que é tão difícil deixar de lado o café com leite que te remete à sua mãe, por exemplo, para aderir ao suco verde com tapioca que dizem ser mais saudável. Também não é nada fácil trocar um pedaço de chocolate por um pedaço de maçã quando você se sente ansiosa ou está tendo um dia ruim. 

Food shaming pode desencadear transtorno alimentar e mais

Por isso, julgar o que uma pessoa está comendo apenas com base no seu conceito do que faz bem ou não é um risco. Se ela está usando a comida como escape para as emoções, ela precisa de ajuda profissional e não de uma opinião não solicitada. Isso porque o food shaming pode ser gatilho e desencadear até mesmo transtornos alimentares

A fiscalização do prato alheio também expõe outra questão: a gordofobia. Até porque uma pessoa comendo hambúrguer com fritas para desestressar dificilmente vai ser alvo de comentários. Pelo contrário: pode até receber elogios por “poder comer à vontade”. 

Já a pessoa gorda nunca pode ficar à vontade para comer. Se come um lanchinho, pode acabar engordando mais. Mas, se come uma fruta, é porque está tentando emagrecer. Se come muito, é descontrolada. Se não come, ninguém se preocupa se ela está bem. Ou seja, é preciso repensar e acabar com o food shaming. 

Comer sem culpa e de forma consciente é o melhor caminho

Não é fácil, mas um caminho possível para interromper o food shaming é comer sem culpa e de forma consciente. Vale reforçar que ninguém come apenas para sobreviver e que a comida também faz parte da vida social e afetiva das pessoas. Por isso, não precisa se martirizar e nem fiscalizar o prato alheio por causa de nutrientes a mais ou a menos. 

No entanto, é importante lembrar que comer de forma consciente e equilibrada é a melhor pedida para quem busca uma relação mais saudável com o corpo e com a comida. Por fim, existem muitos profissionais que seguem a linha não-prescritiva (que não prescrevem dieta) e que podem te abrir um mundo de possibilidades sem que você tenha que abrir mão do prazer de comer. 

Foto de capa: Pexels

CURTIU? COMPARTILHE AQUI

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no tumblr
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Redação Alexandrismos

Redação Alexandrismos

Somos uma equipe de profissionais e colaboradores empenhados em transformar através da informação e da diversidade. Enquanto veículo, queremos construir uma nova forma de dialogar na internet sobre #CorpoLivre.

publicidade