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Cirurgia íntima: por que as mulheres estão investindo no procedimento estético

Cirurgia íntima: por que as mulheres estão mudando a pepeca?

Muitas mulheres investem na cirurgia íntima para mudar a aparência da própria vulva. Dados mostram que pressão estética e relação com corpo são principais responsáveis.

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Cirurgia íntima: por que as mulheres estão mudando a pepeca?

Muitas mulheres investem na cirurgia íntima para mudar a aparência da própria vulva. Dados mostram que pressão estética e relação com corpo são principais responsáveis.
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Cirurgia íntima: por que as mulheres estão investindo no procedimento estético

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O Brasil é líder mundial em labioplastia (também conhecida como ninfoplastia) e a técnica pode ser feita por estética ou por saúde. Mas você sabe o que é a cirurgia íntima? Ela consiste na retirada de “excesso” de tecido dos pequenos lábios, tanto para uma mudança na aparência quanto por incômodos e dores. No entanto, quando falamos de estética nesta região, não podemos deixar de lado a enorme pressão sobre o corpo feminino, neste caso, o corpo cisgênero, em se tornar cada vez mais dentro de um padrão inalcançável.  

Isso porque um estudo feito pela ONG britânica The Eve Appeal, em 2014, confirma que muito da relação que as mulheres têm com a própria vulva pode vir da falta de informação. Além disso, a pesquisa pediu para que mil mulheres cisgênero apontassem em um desenho de livro de biologia onde ficava sua vagina. Entre as mulheres de 26 a 35 anos, metade não sabia apontar o lugar certo. Por fim, mais um dado preocupante: menos de um quarto das mulheres na mesma faixa etária dizem estar bem informadas sobre doenças ginecológicas.

Pesquisas mostram que a relação da mulher com sua vagina ainda é um tabu

Outro estudo da marca Intimus de agosto de 2020, o “Vagina Sem Estigmas”, realizado pela Nielsen Brasil em parceria com Troiano Branding, mostrou dados surpreendentes. Foram entrevistadas 398 mulheres, entre 16 a 45 anos, das regiões Sudeste, Nordeste e Sul do Brasil, seguindo as metodologias quantitativa e qualitativa.

Atenção aos resultados: uma em cada quatro mulheres não costuma tocar na vagina. Além disso, 68% declaram ter alguma insatisfação com a região íntima. Os pelos aparecem com 33%, seguidos da cor (18%), cheiro (18%), aparência (17%) e tamanho (15%).

A desinformação acaba contribuindo para uma eterna busca por perfeição nas mesas de cirurgia. O número de procedimentos íntimos mais do que dobrou em apenas um ano no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS, na sigla em inglês). A labioplastia teve um aumento de 122% comparando os anos de 2018 e 2019.

Busque entender o seu corpo e avalie a real necessidade de uma cirurgia íntima

Em entrevista à Revista Claudia, a entrevistada Laura Vieira contou que acordou depois da cirurgia íntima e ouviu da enfermeira:Agora você pode posar nua em uma revista masculina. Ela tinha 16 anos na época. Vale o questionamento: o que estamos reforçando com esses tipos de cirurgia? 

Quando uma infinidade de matérias dizem e reforçam que cirurgias como essa são uma forma de resgate da autoestima, é necessário questionar antes porque a beleza não pode ser encontrada em nosso corpo natural. Antes de qualquer procedimento procure entender a história de cada parte sua e a relação que você tem com cada pedacinho seu. Melhorar esse relacionamento sem um bisturi pode ser mais grandioso (e menos dolorido) que uma cirurgia!

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Redação Alexandrismos

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