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Chip da beleza vira alvo de investigação

Chip da beleza: implante vira alvo de investigação. Saiba mais!

O implante de gestrinona é usado para tratamento de endometriose. Mas, por causa de seus efeitos colaterais, o "chip da beleza" está sendo usado para fins estéticos. Entenda!

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Chip da beleza: implante vira alvo de investigação. Saiba mais!

O implante de gestrinona é usado para tratamento de endometriose. Mas, por causa de seus efeitos colaterais, o "chip da beleza" está sendo usado para fins estéticos. Entenda!
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Chip da beleza vira alvo de investigação

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Quem tem e sofre com a endometriose busca tratamentos para amenizar as cólicas e ter mais qualidade de vida. Uma opção é o implante de gestrinona, também conhecido como “chip da beleza”, um método de regulação hormonal que alivia os desconfortos. Além disso, também trata outras questões femininas e até mesmo funciona como contraceptivo.

No entanto, por conta dos efeitos colaterais do tratamento, o procedimento passou a ser usado para outros fins estéticos e se tornou alvo de investigação das agências reguladoras. Saiba mais!

Como funciona o implante de gestrinona no corpo?

O implante de gestrinona tem como objetivo principal tratar a endometriose, além de funcionar como contraceptivo e aliviar sintomas da menopausa. Isso porque se trata de uma progesterona sintética, que libera e regula os hormônios do organismo. 

Por outro lado, essa avalanche de hormônios tem seus efeitos colaterais e, não à toa, recebeu o apelido de “chip de beleza”. Entre eles, estão um possível ganho de massa muscular, ganho de massa magra, aumento de libido e fim da celulite. Esses efeitos não acontecem com todo mundo, mas só a propaganda em torno do tal do chip já despertou muita  curiosidade e investimento no implante. 

Busca por tratamento com chip da beleza aumentou na pandemia

Por isso, as buscas pelo chip da beleza dispararam no Google entre janeiro de 2021 e o início de 2022. Com os desdobramentos da pandemia, a flexibilização e o retorno à atividades ao longo do ano, muitas mulheres recorreram a procedimentos estéticos para se adequar aos padrões de beleza impostos pela sociedade e pela constante exposição às redes sociais durante o período de isolamento. 

Para a psicanalista Joana Vilhena de Novaes, especialista em doenças da beleza, a pandemia trouxe uma urgência por menos planos e mais soluções imediatas. “Banalizamos os riscos depois de lidarmos com a fragilidade da vida, perdemos a capacidade de discernimento, a régua mudou”, disse, em entrevista à revista Marie Claire. 

O chip da beleza não tem aprovação de agências reguladoras

Mas, antes de mais nada, essa busca desenfreada por soluções aparentemente milagrosas precisam acender um sinal de alerta. Primeiramente, o chamado chip da beleza não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. 

Além disso, ainda de acordo com a publicação, a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) afirma que não é possível contabilizar as unidades implantadas em pacientes no Brasil porque os procedimentos não são registrados.

E mais: de acordo com um documento publicado em 30 de novembro de 2021 e assinado pela Comissão Nacional Especializada em Endometriose, “não há na literatura médica trabalho científico de relevância que avaliou a eficácia do citado implante no tratamento da endometriose” e “não há bulário que possa esclarecer às usuárias e profissionais de saúde os possíveis efeitos da medicação”.

A falta de controle e de informação pode trazer prejuízos à saúde

A essa altura do campeonato, você já entendeu que o buraco é mais embaixo, não é mesmo? Antes de fazer qualquer procedimento estético, é preciso pensar duas, três e quantas vezes forem preciso para avaliar se tal investimento faz sentido para você

Isso porque essa falta de regulamentação e informações conflitantes sobre uma intervenção estética, por mais inofensivo que pareça, pode causar riscos à saúde e complicações graves no corpo. “O maior problema é a falta de informação. O médico manda manipular, implanta em seu corpo e não fica registrado em lugar nenhum o que você está usando”, disse a médica Karina Stockler, após fazer uso do chip. 

Foto de capa: Pexels

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Redação Alexandrismos

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