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Body shaming e crianças gordas

Body shaming e crianças gordas: quando a gordofobia começa na infância

A gordofobia pode começar ainda na infância. E, se para o adulto já é difícil lidar com esse preconceito, as crianças podem sofrer ainda mais!

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Body shaming e crianças gordas: quando a gordofobia começa na infância

A gordofobia pode começar ainda na infância. E, se para o adulto já é difícil lidar com esse preconceito, as crianças podem sofrer ainda mais!
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Body shaming e crianças gordas

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Se você já fez ou faz terapia, já levou questões de quando era criança para analisar. Pode ser até que o seu terapeuta tenha perguntado sem que você trouxesse o assunto. Sabe por quê? Grande parte do que uma pessoa faz no presente é, de alguma forma, o reflexo das experiências vividas em sua infância. Esse fenômeno é chamado de “Arquitetura Cerebral”, que consiste na ideia de que, na infância, o cérebro da criança ainda é maleável. Por isso, o body shaming com crianças gordas é tão perigoso.

Baixa autoestima infantil também afeta vida adulta

Isso porque o cérebro absorve todas as informações e conexões vividas e estas moldam seus traços de personalidade. Assim, a construção de uma boa autoestima infantil influencia no desenvolvimento do indivíduo na vida adulta. A grande dificuldade de uma formação saudável de crianças fora do padrão está em todo preconceito estrutural que elas sofrem. Com crianças gordas não é diferente. 

Crianças gordas sofrem body shaming além do ambiente escolar

Em 2010, um estudo foi divulgado pelo periódico Pediatrics. Crianças “acima do peso” ou diagnosticadas como obesas são 63% mais propensas a sofrer bullying do que seus colegas de classe. O bullying, a ridicularização do corpo alheio e a gordofobia são preocupantes para quem está em processo de formação. Crianças com baixa autoestima, segundo artigo da Faculdade de Medicina da UFRGS, têm sete vezes mais chances de apresentar transtornos psiquiátricos e ou tendências ao isolamento social.

Sem contar que o body shaming na infância não é exclusivo aos ambientes de socialização, como o escolar. Boa parte dos traumas vividos por crianças gordas começam dentro de casa. Entre os motivos, preocupação dos pais com saúde e alimentação ou mesmo pura pressão estética

A preocupação com o corpo começa desde a infância

Nem as crianças estão a salvo do padrão de beleza imposto socialmente. De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Elaine Di Sarno, um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), revelou que 82% das crianças, entre 8 e 10 anos, desejavam uma silhueta diferente da sua. 

“Os principais fatores eram baixa autoestima e percepção da criança de que havia a expectativa por parte dos pais e dos amigos para que ela fosse mais magra”, afirma a médica em entrevista à revista Crescer. 

Isso bate com uma pesquisa da organização australiana Pretty Foundation. Ela afirma que 38% das crianças de até 4 anos estão insatisfeitas com o próprio corpo. Além disso, 34% das meninas de 5 anos pretendem fazer dieta. Os efeitos dessa insatisfação podem desencadear sequelas por toda a vida. “A partir dos seis anos de idade, as crianças costumam levar em consideração o tamanho corporal e a aparência física em seus relacionamentos, com sinais de rejeição a figuras com sobrepeso e obesidade”, completa Elaine. 

Como pais podem lidar com crianças sofrendo gordofobia e body shaming?

Se a preocupação é de fato com a saúde, a família deve procurar médicos e nutricionistas especializados e éticos. Assim também estarão comprometidos com a saúde mental de seus filhos. É importante que o sentimento de vergonha do próprio corpo não desestabilize a criança. Isso porque pode desencadear transtornos alimentares, como compulsão alimentar, anorexia e bulimia.

Vale também ressaltar o cuidado que educadores, pais e familiares devem ter ao comentar sobre o corpo da criança. Ela pode carregar esses conceitos e estereótipos de forma negativa por muitos anos. Esse processo tem ganhado aliados importantes na nutrição comportamental, por exemplo, que busca tratar a relação das pessoas com a comida e seus hábitos

Por isso, se você foi uma criança gorda, tente olhar para o seu processo com afeto para que sua vida adulta seja cada vez mais leve. Se você tem um filho que julgue precisar emagrecer, não fortaleça o estigma do peso, mas sim tente entender o corpo da criança em desenvolvimento com a ajuda de profissionais.

Foto de capa: Unsplash

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Redação Alexandrismos

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